Muito se fala sobre o futuro da tecnologia, sobretudo acerca da mobilidade e da computação na nuvem. A melhor notícia que vi nos últimos dias neste campo foi o engodo da Motorola.
Alguns meses atrás a Billy May, designer da Mozilla lançou um conceito de telefone chamado Seabird, conhecido como Mozilla Phone. Ele possui um dock que ao plugar o aparelho ele lança duas projeções, a de um teclado virtual e a da tela do celular, transformando-o em um desktop.

Algum tempo depois a Corning (fabricante do Gorilla Glass) lançou sua visão para o futuro, e o que mais me chamou a atenção são pequenos aparelhos que servem de celular, mas na verdade são pequenas centrais de computação móvel.
Esses aparelhinhos se conectam a diversos eletrônicos que o tornam uma espécie de desktop.
Veja o vídeo:
O que tudo isso tem a ver com o Motorola Atrix? Ele possui integração com um dock que o transforma em um Netbook de 11.6’’, com trackpad, teclado, duas portas USB e saída HDMI.

O tal do engodo é que a Motorola vendia o dock como um Netbook, dotado de um SO Linux que se integraria ao smartphone, mas na verdade era apenas uma tela com teclado.
A Motorola sem querer (digo sem querer, pois se ela tivesse essa intenção não teria conseguido) deu o próximo passo para o mundo mobile.
Pessoas como eu que trabalham apenas com texto (e raramente com alguma planilha) e que precisam de mobilidade, pagariam sem pestanejar por um Atrix um pouco melhorado.
Imagine chegar de manhã no escritório, plugar o Smartphone em um dock decente com tela de pelo menos 14’’, confeccionar suas peças, ir ao tribunal e ter acesso a todo seu escritório ou acessar o PROJUDI (http://pt.wikipedia.org/wiki/PROJUDI), logo após, ir para sua casa, conectar o smartphone no seu dock e dar aquela revisada no trabalho. Tudo isso, sem carregar 4kg nas suas costas o dia inteiro, ou pior, no seu ombro, já que usamos pastas.
Espero que a Apple processe logo o Atrix no seu Campo de Distorção da Realidade.