O Capitalismo prega um sistema de acumulo desmedido de riquezas e torna os ricos ainda mais ricos e os pobres ainda mais pobres, esta exploração mantida a custo da vida na terra, tem de ser impedida o mais rápido possível, para isso deve-se fazer uso do máximo de alternativas possíveis e que não desrespeitem a vida, dignidade, liberdade e ética.
Dentre as alternativas viáveis para a diminuição da devastação dos recursos naturais desponta o abandono da pratica da pecuária e por conseqüência o não consumo de carnes. Ao abandonar essa atividade, teríamos reduções drásticas nas queimadas, extinções de fauna e flora nativas, poluição e desperdício de água.
Somente o fator econômico já justificaria o vegetarianismo tendo em vista suas vantagens como: menor consumo de água; menos espaços de cultivo; e etc. Teríamos também um ganho enorme na saúde já que haveria menor consumo e defasagem de antibióticos e pesticidas. Os impactos na saúde seriam gigantescos, pois uma dieta baseada em vegetais é comprovadamente eficaz no controle do colesterol e no controle de peso, teríamos redução no consumo de gorduras saturadas por conseqüência menos problemas cardíacos.
No que tange o desenvolvimento sustentado, a agricultura familiar, base do nosso abastecimento, gera postos de trabalho e é opositora ao latifúndio, possibilitando maior distribuição de renda, com maior renda seria possível o acesso à educação e cultura a maior parcela da população.
No contexto político social a proposta do vegetarianismo se insere perfeitamente tendo em vista o compromisso ético-político, visando garantir um equilíbrio entre o homem e seus produtos tecnocientificos com a natureza.
Com a agricultura haveria menor emissão de poluentes e menos áreas verdes devastadas possibilitando uma manutenção da biosfera que apesar de sua adaptabilidade é limitada e não suportará mais tantas agressões.
Encerro esse texto com as palavras de Mary Tyler Moore: “Pode demorar um bocado, mas provavelmente virá um dia em que vamos olhar para trás e dizer: Meu Deus, acreditas que no século XX e no principio do século XXI, as pessoas ainda comiam animais?”
BibliografiaPegoraro, Olinto A. Ética é Justiça. 8ª edição. Petrópolis-RJ: Vozes, 1995.
Documentário: “A Carne é Fraca”
Site: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG74465-5856,00.html (visitado em 21/09/2007)
Site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vegetarianismo (visitado em 21/09/2007)
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