Acho que isso nem é novidade, até porque enquanto escrevia este post eu estava me lembrando vagamente disso, mas mesmo assim vale escrever algumas linhas a respeito: Uma editora japonesa de histórias em quadrinhos, a East Press, lançou ja faz algum tempo um mangá baseado no polêmico livro autobiográfico Mein Kampf (em português: Minha Luta), de Adolf Hitler.

Com uma tiragem de 45000 cópias (número considerado baixo para os padrões nipônicos), diz-se que o mangá até foi bem vendido no Japão. Segundo o editor chefe Kousuke Maruo, a intenção não seria de mostrar Hitler como heroi ou vilão e sim de mostrar a sua vida, bem como as motivações que o levaram a causar o Holocausto. Maruo ainda disse: “Vendo a história de vida dele, não dá para achar que era uma pessoa totalmente ruim. Ele era apenas uma pessoa triste”.
Um representante da East Press também havia se pronunciado a respeito da polêmica publicação. Em entrevista ao jornal japonês Asahi Shimbun, ele diz:
“é um livro famoso, mas poucos o leram. Acredito que é material de estudo sobre Hitler, um homem que é sinônimo de demônio, e sobre o pensamento que o levou à tragédia”

A obra original Mein Kampf, escrita por Hitler enquanto estava preso em 1945, foi banida da Alemanha e seus direitos pertencem unicamente ao estado alemão da Bavária. Autoridades de lá desaprovaram a iniciativa do mangá e em entrevista também a Asahi Shimbun, questionaram duramente se o formato do Mangá seria realmente uma escolha adequada para a popularização de uma obra tão crítica como essa.
Vale lembrar que o mangá de Mein Kampf faz parte de uma coleção da East Press que inclui obras de outrs figuras históricas e ja tem em seu catálogo títulos como O Príncipe (Maquiavel), O Capital (Karl Marx) e A Divina Comédia (Dante Alighieri… por sinal esta obra em particular – não o mangá e sim o original – é de domínio público).
Particularmente eu não vejo problemas na criação de uma mangá com tal tema, já que desde sempre se encontra s própria obra original do “Führer” a venda em grandes livrarias e sempre foi usado como uma excelente ferramenta de estudo pelos historiadores e estudiosos da Segunda Guerra Mundial. Além do mais, não há motivos pra que eu duvide da intenção da editora, que seria – segundo a própria editora – de popularizar e divulgar uma obra com o propósito de que as pessoas lembrem de um passado tenebroso para que não se repita no futuro.
Mas e voce, caro aluno? Acha essa uma boa ideia? Não? Tem alguma outra opinião a respeito de tão espinhoso assunto? Comenta aí, meu filho!
[Fontes: Omelete, Amazon.com
e o nosso amigo Google, é claro.
Pesquisei muito pouco em relação a este tema.
Portanto peço desculpas se faltei com a precisão
necessária a este post.]
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