
Mês passado eu tava lendo um post sobre a demonstração do game Heavy Rain lá no blog Mundo 1-1. Lá o Engels Marx havia postado alguns vídeos mostrando um pouquinho de como o jogo seria, coisa que vários donos de PS3 já sabem muito bem (agora que o jogo já foi lançado há mais ou menos um mês). Enquanto eu via os vídeos me veio uma dúvida, prontamente respondida pelo Engels, mas que na hora me deixou coçando a cabeça: Heavy Rain seria mesmo um jogo onde as decisões transformariam bastante o desenrolar da trama, dando várias possibilidades de ramificação? Ou seria um jogo linear, onde não importa o que se faça, o final será sempre o mesmo? Quem quiser, pode clicar no link e dar uma olhada na resposta que recebi nos comentários desse blog. Isso vai ajudá-los a entender o ponto de vista que expressarei nesse meu post.
Agora avança pra hoje. Mais precisamente para 10 minutos atrás, quando li no Meio Bit Games a notícia de que Peter Molineux (Criador da franquia Fable e de outros grandes jogos) considera o título da Quantic Dream uma projeção do futuro dos videogames. Peço licença ao caro Dori Prata, autor da fonte, para replicar aqui em meu texto as palavras de Molineux:
“Recomendo a qualquer um que queira começar a ver os primeiros vislumbres do futuro dos videogames a sair e comprá-lo. Pessoalmente, não consegui jogar por mais de 90 minutos porque o mundo em que ele se situa era tão sombrio e emocionalmente envolvente que eu me senti arrasado.
Mas não há dúvidas na minha cabeça de que jogos como o Heavy Rain – jogos que tenham uma nova fidelidade na forma como apresentam suas experiências, evidentemente feito cinematograficamente e com a captura de movimentos em mente – podem realmente mostrar o caminho para uma nova forma de entretenimento, que envolvem a história, as escolhas e suas consequências.”
Não tenho dúvidas de que a qualidade de Heavy Rain é excepcional e ele tem muitas virtudes. Nem digo nada a respeito de Molineux, que ora é considerado um maluco que hypeia a si próprio, ora é tido como um visionário da indústria. Mas eu sinceramente espero que Molineux esteja se referindo somente à maneira de Heavy Rain contar sua história, pois apesar de eu não ter um Playstation 3 e nunca sequer ter visto esse game de perto eu não desejo um futuro gamístico onde os jogos eletrônicos se resumissem ao modo Quick Time Event de God of War espalhado por um jogo inteiro. Ainda prefiro a rica variedade de estilos de jogabilidade que a indústria dos games sempre teve, coisa que eu creio que jamais acabará. Afinal, sempre tem alguém que prefere bater um futiba a assistir a um filme interativo que de interativo não tem aparenta não ter quase nada.
[Fonte: Meio bit Games.]
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