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Resenha – Trine (PC)

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Era uma vez um vasto reino onde a paz prosperava, seus cidadãos eram felizes e a vida florescia em cada cantinho de seu território. Mas infelizmente tal bonança duraria pouco: repentinamente o reino havia sido invadido por hordas de esqueletos, zumbis e monstros horrendos e perigosos, que rapidamente dizimaram tudo que encontravam em seu caminho, ceifando a vida de tudo o que tocavam.

Um pouco longe dali, na Academia Astral -- um dos poucos lugares ainda seguros que restavam -- três curiosos indivíduos cuidavam de suas vidas: uma audaciosa ladra que se preparava para roubar um valioso tesouro; um sábio feiticeiro que caira no sono de tanto estudar para aprender a lançar bolas de fogo; e um valoroso cavaleiro que se entretia treinando suas técnicas de combate. Mal sabiam eles que suas vidas se cruzariam e formariam laços fortíssimos graças a um artefato mágico de poder inimaginável, guardado nos saguões da Academia, onde os três acabam se encontrando ao mesmo tempo. Ao tocar o fantástico objeto as almas do mago, da ladra e do cavaleiro se aprisionam uma à outra e juntos eles embarcam em uma jornada para descobrir a causa da invasão de zumbis, livrar-se do feitiço e salvar o outrora belo reino onde viviam.

Esta é a premissa de Trine, jogo independente desenvolvido e lançado pela Frozenbyte e disponível para venda no Steam. Mês passado eu tive a felicidade de poder comprá-lo (a uma bagatela de 4 dólares, durante a promoção Steam Perils of Summer) e posso dizer a vocês sem nenhum exagero que há muito tempo eu não via um jogo de plataforma tão bem bolado quanto este.

Nas próximas linhas, confiram porque eu até hoje agradeço ao meu parceiro e amigo @xboxplus por ter me indicado a compra deste jogaço!

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  • Um conto a ser ecoado pelos bardos

Trine possui um enredo que pode não ser o mais original do mundo (como pode ser notado acima), mas que cativa pelo seu estilo de narrativa: durante o jogo inteiro a trama é contada por um narrador com voz suave, típica dos antigos contadores de histórias, dando um toque de epicidade ao jogo ao mesmo tempo que vai revelando cada vez mais as motivações dos heróis, os detalhes sobre o mito do artefato Trine e a origem da ameaça que assola o reino. À cada fase que passamos, somos agraciados com um pouco mais do enredo que se desenrola a cada tela de loading, na voz do simpático narrador.

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Além disso, durante o jogo os próprios personagens também conversam entre si, nos mostrando um pouco da personalidade de cada um, em dublagens muitíssimo bem feitas e que só enriquecem a história! É muito interessante ouvir os diálogos entre o mago (preocupado em solucionar o problema e voltar para a segurança de seu laboratório) com a ladra (que só quer saber de si própria… e de qualquer tesouro que encontre no caminho), enquanto o cavaleiro resmunga de tédio querendo um pouco de ação… e comida, é claro.

  • Um vasto mundo a se ver e explorar

Os gráficos de Trine são incrivelmente lindos e detalhados, com muitos efeitos de brilho, luz e sombra e possuindo um colorido ao mesmo tempo suave e chamativo. Os jogadores passarão por lugares que variam de florestas com um impressionante aspecto bioluminescente (que, ao menos para mim, lembra bastante o filme Avatar) passando por masmorras cheias de armadilhas, palácios sofisticados com detalhes metálicos e “marmóreos” e cavernas sombrias e escuras com passagens subaquáticas, todas feitas com um capricho incrível até nos mínimos detalhes: insetos voando ao redor de chamas de tochas ou de lâmpadas, o balançar das folhas das árvores e da grama no campo, o reflexo bruxuleante da água refletido por teto e paredes de um calabouço, todos de encher os olhos de qualquer um que se proponha a jogar Trine!

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Mas infelizmente nada é perfeito na parte gráfica do jogo: se no visual Trine esbanja beleza, nos aspectos mais técnicos este jogo deixa um pouco a desejar. Com uma certa frequência é possível ver defeitos de colisão se manifestando, como quando um inimigo pula de um lugar alto e, ao cair, meio que “atravessa” o chão ficando de fora só da cintura pra cima. Isso inclusive aconteceu enquanto eu jogava: precisei saltar de um lugar bastante alto e quando caí, meu personagem simplesmente sumiu. Quando me dei conta ele havia “entrado” completamente no chão, ficando preso lá e me obrigando a resetar o jogo para poder seguir em frente.

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Os personagens tem uma movimentação na maioria das vezes natural e suave, mas de vez em quando acabam não se mexendo muito bem em certas situações (nadando por exemplo), o que acaba um pouco com o realismo de seus movimentos. Mas nada que atrapalhe de forma grave a jogabilidade, que é excelente!

  • Brandindo armas e manipulando objetos

E por falar em jogabilidade, a Frozenbyte foi muito feliz neste aspecto. Cada um dos três heróis possuem características únicas que farão o jogador usar todos eles para vencer os obstáculos que surgem.

A ladra é a mais ágil dos protagonistas, dona de uma corda com gancho que permite se balançar de um ponto a outro do cenário e armada com um arco e flechas para atingir inimigos à distância, sendo ineficiente em combate corpo-a-corpo. Com sua espada o cavaleiro pode dar cabo dos zumbis sem piedade, além de poder bloquear ataques em qualquer direção com seu escudo, mas obviamente não pode atacar à distância. O mago é o único incapaz de atacar diretamente, mas em compensação tem o dom de criar objetos mágicos e levitá-los/girá-los/empilhá-los para atingir locais de difícil acesso, além de poder levitar blocos, pedras e outros objetos espalhados pelo cenário (inclusive podendo arremessá-los contra os monstros, se precisar) e movimentar roldanas, pontes e plataformas suspensas para abrir passagem. O jogador pode trocar instantaneamente de personagem durante a aventura para se aproveitar das habilidades de cada um deles e acredite: você fará isso MUITAS vezes!

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No entanto o mais incrível do gameplay de Trine é a capacidade de manipular o mundo à sua volta. A física do jogo é bastante realista, graças à tecnologia PhysX, provida pela nVidia. Movimentar plataformas, levitar objetos, reerguer pontes e outras tarefas feitas durante o jogo seguem a risca as noções de física, exigindo um controle mais apurado do jogador ao movimentar objetos com os poderes do mago.

Outra coisa legal é que Trine suporta o uso de gamepads. Mas infelizmente não pude testar esse recurso já que meu adaptador de controle de PS2 para PC não é suportado pelo Windows 7 (O que me fez cogitar a possibilidade de adquirir esta belezinha). No entanto, os controles na velha dobradinha teclado + mouse são extremamente intuitivos e precisos, com uma resposta rápida e bem fáceis de aprender.

  • Serenidade em forma de melodia

Todo mundo que me conhece sabe que eu amo game music. E a trilha sonora de Trine acaba de entrar para a minha lista de músicas de game favoritas!

Ao contrário do que se supõe de um jogo de temática medieval, Trine deixa de lado as músicas cheias de ação e traz um repertório suave e contemplativo, combinando perfeitamente com a maravilhosa estética do jogo. Apesar de algumas músicas se repetirem em determinadas fases, todas são muito bem executadas, praticamente um convite à meditação.

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Todas as músicas do jogo estão disponíveis para venda por download, na página do compositor Ari Pulkkinen, a um preço de 7,50 euros. Quem quiser uma amostra grátis pode também baixar a música-tema de Trine gratuitamente.

  • Lá e de volta outra vez

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Trine tem um bom replay value, na minha opinião. Todas as fases têm uma boa dose de exploração, por mais linear que elas sejam, ao conter tesouros e bônus muito bem escondidos, que nos obrigarão a usar as habilidades dos personagens da melhor forma possível para obtê-los.

Cada uma das 16 fases (15 normais, mais a fase bônus Path to New Dawn) contem um número de pontos de experiência para serem coletados, na forma de garrafas de poção verde, além de ser possível obter experiência matando parte dos inimigos de cada fase. É possível ganhar Conquistas (totalizando 30) coletando todos os pontos de experiência, ou cumprindo tarefas simples (pular na cabeça de 5 esqueletos consecutivos, por exemplo), fazendo com que queiramos jogar Trine mais de uma vez após fechá-lo.

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Os próprios tesouros e itens mágicos de Trine são bem interessantes e nos dão vontade de jogar até conseguir coletar todos. Além disso, como dito, achar todos os baús e pegar esses itens mágicos são pré-requisito para se obter Conquistas.

  • E aí, vale a pena?

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A resposta para esta pergunta não poderia ser outra: SIM, vale a pena gastar um dinheirinho para ter este excelente e agradável jogo. Trine é um convite a uma jogatina descompromissada e tranquila, apesar dos poucos defeitos e é obrigatório para os fãs de jogos de plataforma.

Talvez o único grave defeito de Trine seja a ausência de um modo multiplayer, recurso que seria perfeito aqui. No entanto os fãs podem se animar, já que Trine 2 vem aí e virá com esse recurso, tanto online, como offline!

Trine pode ser adquirido via Steam a um preço de 20 dólares, mas de vez em quando as promoções insanas da Valve aparecem pra fazer esse preço despencar. Ainda assim, vale cada centavo!

TRINE

Plataforma: PC — Windows | Desenvolvedora: Frozenbyte | Publisher: Frozenbyte | Gênero: Aventura/Plataforma | Multiplayer? Não.

Som — 10 | Gráficos — 9,0 | Jogabilidade — 9,5 | Originalidade — 8 | Fator Replay – 8

AVALIAÇÃO FINAL – 9,0

Trine foi jogado por 2 semanas para a realização deste texto, com poucas Conquistas desbloqueadas, apesar de eu ter jogado até o fim. Geral se impressionou porque eu terminei o jogo em apenas 9 horas, hehehe…

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  • http://twitter.com/xboxplus XboxPlus

    Giancarlo, bela análise. Gostei muito.

    E valeu pela menção.

    Lindo e divertido game, né? Ele consegue cativar logo de cara. :)

  • http://www.notazero.com.br Giancarlo Zer0

    Sim, com certeza! Simpatizei com o jogo logo que joguei a demo! Valeu
    por meindicá-lo!

    Agora é esperar ansiosamente por Trine 2. ^^

  • http://twitter.com/xboxplus XboxPlus

    Por nada, cara.

    É, agora é aguardar muito ansiosamente pelo 2, principalmente depois de ver aquele vídeo no site…rsrsrsrs :)

  • http://www.notazero.com.br Giancarlo Zer0

    Caraca, aquele trailer do 2 me deu água na boca! =D

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