
E hoje é DIA DA CRIANÇA! Um dia super especial quando quem é criança tem trocentos motivos pra ficar mais feliz (ou não, né…) enquanto quem já é grandinho lembra de quando era feliz e não sabia (ou não, também… sei lá…).
Pra comemorar este dia agradável ao melhor estilo gamer, o Gagá Games convidou todos os blogs sobre jogos eletrônicos a participar de um meme, criado pelo blog GLSToque. No meme escolheríamos um jogo para indicar aos nossos filhos e escreveríamos sobre ele. Teria que ser um jogo bem fácil, agradável e divertido pros pimpolhos, ou se o jogo tiver um pouco mais de dificuldade, que dê pros pais jogarem juntos e darem aquela forcinha.
Como deu pra notar, eu adorei a ideia. Portanto o post de hoje será dedicado à futura geração gamer. E o melhor é que aproveitei pra escolher um jogo sobre o qual eu já ia escrever para a nossa seção Clássicos. Um dos games que marcaram a minha infância e que me proporcionaram horas de diversão sozinho ou com meus amigos. Além do mais, é um jogo com os personagens Disney, que me fizeram muito feliz quando eu era moleque.
O Nota Zer0 Games homenageia o Dia da Criança apresentando-lhes Goof Troop para Super Nintendo: jogo criado pela Capcom em parceria com a Disney, onde você se diverte com o Pateta, seu filho Max (nada mais adequado) e companhia!

A Capcom sempre foi uma empresa bem competente ao criar jogos, tendo muito cuidado tanto com suas próprias criações, quanto com franquias de companhias com as quais estabelecia parceria. Tal zelo sempre rendia ótimos jogos com os personagens da casa do Mickey, sendo um deles o Goof Troop, lançado para SNES em 1993 nos Estados Unidos e no ano seguinte no Japão.
Baseado no desenho animado homônimo, exibido no Brasil no fim dos anos 1990 sob o nome A Turma do Pateta, este é um jogo de aventura com boas doses de exploração, onde os jogadores podiam escolher controlar o Pateta ou o Max para jogar e cada personagem tinha suas características: o Pateta era o mais forte, embora ande mais lentamente. Já o Max corria duas vezes mais rápido, mas também era mais fraquinho, causando metade do dano nos inimigos. O jogo tinha uma visão de cima, a la Zelda, mas não se tratava de um RPG e sim de um descontraído jogo de aventura com salas, labirintos, desafios e quebra-cabeças em abundância.

O enredo é bem simples e cativante, seguindo o estilo Disney de ser: Pateta e Max resolvem aproveitar a folguinha pra ir pescar, acompanhados do seu vizinho chato João Bafo de Onça e seu filho B.J. (que diferente de seu pai, é super camarada e o melhor amigo de Max). Durante a pescaria, todos são surpreendidos por um enorme navio pirata, cuja tripulação acaba sequestrando Bafo e B.J.! Sem hesitar, Pateta rema o máximo que pode, seguindo o navio até a ilha de Spoonerville, onde a aventura começa. Agora Pateta e Max tem a missão de salvar seus vizinhos das garras de um bando de piratas!
O jogo contava com cinco fases repletas de inimigos, labirintos e quebra-cabeças, onde o trabalho em equipe valia muito para progredir. Tais fases eram uma praia, um vilarejo, um castelo assombrado, um vale montanhoso e o navio pirata que sequestrou Bafo e B.J., com um chefão no fim de cada uma das fases. Os jogadores podem dar cabo dos inimigos e chefes arremessando objetos como potes, barris, bombas e vasos de flores. Há também vários itens especiais espalhados pelos cenários, cada um com utilidades específicas. Havia o gancho, que servia para empurrar os inimigos, pegar objetos de longe e criar pontes para acessar lugares de difícil acesso; o sino, que servia para atrair inimigos para um lugar desejado; a pá, para desenterrar tesouros, entre diversos outros. Cada personagem podia carregar 2 desses itens de cada vez e se quisesse pegar um terceiro, teria que deixar outro no lugar.

Os quebra-cabeças consistiam em um cenário com blocos e alguns espaços com desenho de estrela, onde os blocos deveriam ser jogados. Pateta e Max deveriam chutar esses blocos (nas quatro direções possíveis) na ordem e direção certas para posicioná-los sobre esses espaços, abrindo acesso a tesouros e chaves para abrir salas antes inacessíveis (como a sala do chefão, que fica trancada um um cadeado dourado e precisa de uma chave dourada – dããã – para ser aberto). No começo do jogo os quebra-cabeças são bem simples, mas depois vão ficando cada vez mais desafiadores, exigindo trabalho de equipe, raciocínio e às vezes até um pouco de sincronismo por parte dos jogadores.
A trilha sonora era muito divertida e agradável de se ouvir e os efeitos sonoros, apesar de simples, cumpriam bem o seu papel.


Goof Troop é um jogo bem cativante, que preza pelo multiplayer devido ao seu espírito de trabalho em equipe. Isso faz dele, na minha opinião, o jogo perfeito pra chamar seu filho e passar bons momentos junto com ele e com certeza se um dia eu tiver filhos é isso que eu farei, pra que brinquem e se divirtam tanto quanto eu na minha infância. E se você aí que tá lendo não tiver nada pra fazer, chame seu pimpolho ou pimpolha e faça o mesmo! Garanto que não vão se arrepender.
Até o momento participam do meme Retrodia das Crianças os seguintes blogs:
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